Por:Jornal NC - Publicado em 22/06/2017
Ficar grávida depois de um diagnóstico de câncer de mama não aumenta o risco de que o câncer retorne, segundo o maior estudo sobre este tema já realizado, divulgado no início de junho em uma importante conferência sobre oncologia.
O estudo incluiu 1.207 mulheres com menos de 50 anos que tiveram câncer de mama que não havia se espalhado para outras partes do corpo.
A maioria das mulheres no estudo (57%) tinha câncer de mama com receptores de estrogênio (um tipo de câncer conhecido como RE-positivo), no qual os tumores são alimentados por este hormônio.
Alguns médicos acreditavam que essas mulheres podiam enfrentar um maior risco de recidiva do câncer se ficassem grávidas, devido a alterações hormonais durante a gestação.
Um total de 333 mulheres engravidaram durante o estudo, em média 2,4 anos após o diagnóstico e o tratamento do câncer.
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10 anos de acompanhamento
Após um acompanhamento de 10 anos, os pesquisadores não encontraram “nenhuma diferença na sobrevivência livre de doença entre as mulheres que ficaram grávidas e as que não ficaram”, segundo o artigo divulgado na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.
A gravidez também mostrou benefícios surpreendentes para as mulheres que tinham sobrevivido a um câncer de mama sem receptores hormonais. Essas mulheres tinham uma chance 42% menor de morrer do que aquelas que não tinham engravidado.
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