Por:Jornal NC - Publicado em 14/09/2017
A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro iniciou uma força-tarefa para dar apoio pedagógico a 15 escolas do Jacarezinho e localidades próximas e em duas do Bairro Carioca, em Triagem, na zona norte da capital fluminense. As unidades ficaram sem aulas em agosto deste ano, durante os 11 dias em que houve confrontos entre policiais e traficantes. O reforço será feito nas escolas e unidades José Lins do Rego, Pace, Oswaldo Cruz, Vinícius de Moraes, Marechal Carlos Machado Bitencourt, Chanceler Willy Brandt, Delfim Moreira, Pernambuco, Rio de Janeiro, Geoge Sumner; Estado da Guababara, Tia Andreza, Tia Mana, Comunidade Jacarezinho, Padre Nelson, Brício Filho e Geralda de Jesus Aleixo.
De acordo com a secretaria, os alunos terão um atendimento diferenciado para repor o conteúdo perdido nos dias em que não puderam ir às escolas, especialmente de língua portuguesa e matemática, disciplinas em que as crianças e os jovens mais apresentam dificuldades. As professoras Nazareth Vasconcelos, Fátima Cunha, Sandra Mateus, Rosemary Sabino, Sonia Folena e Lenita Vilela, da Subsecretaria de Ensino da SME, estarão à frente da força-tarefa. O atendimento no contraturno dos alunos do 3º, 5º e 9º anos, que vai ocorrer até o fim do ano, foi planejado por professores do Nível Central e por quatro diretores de escolas.
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Os professores e funcionários das escolas também receberão um acompanhamento. De acordo com a SME, o programa será realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, com oficinas sobre viver em paz e e aulas práticas de relaxamento, baseadas nas teorias do educador e psicólogo francês Pierre Weill, que fundou a Universidade da Paz (Unipaz).
Hoje, segundo a secretaria, 13.915 alunos de 18 escolas, 11 creches e 11 espaços de Desenvolvimento Infantil, no Complexo da Maré (10.859 alunos), comunidade Rollas (71) e no Caju (2985) estão sem aulas. Já as unidades localizadas no Jacarezinho estão funcionando normalmente. Pelos dados da SME, dos 135 dias letivos, que começaram em 2 de fevereiro, somente em nove não houve necessidade de fechar alguma unidade escolar por causa da violência. “Até agora 418 unidades fecharam pelo menos um dia por conta da violência e 150.275 alunos ficaram sem aulas”, informou a secretaria.
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