Por:Jornal NC - Publicado em 13/05/2021
Demitido do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) em meio a suspeitas de corrupção, Wajngarten era um dos depoimentos mais aguardados desde que deu uma entrevista à revista Veja acusando o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de incompetência nas negociações de compra de vacinas. No entanto, o ex-secretário deu respostas evasivas e foi em diversos momentos acusado de proteger o presente e de mentir diante dos senadores, o que é crime. Isso levou a um pedido, pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), reforçado por outros senadores, de que Wajngarten fosse preso em flagrante.
Antes de sua demissão, havia rumores de que Wajngarten estaria se envolvendo em assuntos do Ministério da Saúde, mesmo sem ser da área, por interesses pessoais. Na entrevista, o ex-secretário afirmou que seu envolvimento na compra de vacinas aconteceu porque o processo estava “sofrendo entraves” no Ministério da Saúde.
No entanto, durante a CPI, Wajngarten evitou responder diretamente diversas perguntas de Calheiros — disse na CPI, por exemplo, que nunca fez parte das negociações e que apenas teve uma reunião com a Pfizer “para ajudar”.
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Wajngarten afirmou que havia se envolvendo nas discussões com a empresa após a Pfizer não receber resposta do ministério da Saúde. Wajngarten também negou que estivesse se referindo a Pazuello quando falou à revista Veja. Confrontado com o áudio da entrevista, Wajngarten disse não ter negado em nenhum momento que havia acusado o Ministério da Saúde de ter sido incompetente.
Questionado sobre quem orientou o presidente Bolsonaro sobre as diversas declarações contrárias à vacina e ao isolamento social, Wajngarten disse que não poderia responder a pergunta. “Pergunte ao presidente”, afirmou, o que levou a uma reação dos senadores, pedindo para que ele respondesse a questão.
Na falta de respostas diretas, os senadores pediram diversas vezes para que o ex-secretário respondesse objetivamente, de forma clara, em vez de procurar defender Bolsonaro.
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