Por:Jornal NC - Publicado em 22/06/2016
“Cerca de 40% das meninas acabam deixando a escola por causa da menstruação, devido à falta de produtos de higiene íntima feminina. (...) Disse a mim mesma que isso não podia continuar; tinha que mudar”, conta Diana, designer que mora em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Assim começou a história da marca, Be Girl, que Diana lançou junto com o equatoriano Pablo Freund. Atualmente, a marca está presente em 13 países da África e em outras partes do mundo.
Em um aldeia de Uganda, um pacote de absorventes custa US$ 0,75 (R$ 2,56), o equivalente a um dia inteiro de trabalho para quem ganha o salário mínimo por lá.
Segundo a Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, algumas famílias seguem uma antiga tradição que consiste em isolar meninas e mulheres em cabanas remotas quando estão menstruadas.
Como resultado, muitas meninas não podem recorrer a esses produtos durante a menstruação. “A maioria coloca um tecido grosso entre as pernas, às vezes até palha seca”, explica Diana.
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“Por isso, em muitos casos, pelo medo do estigma, as meninas decidem não frequentar mais a escola”, conta.
Para reverter tal cenário, Diana criou um protótipo de absorvente feminino lavável usando um guarda-sol e um pedaço de um mosquiteiro, mas posteriormente, se deu conta de que em outros povoados as meninas não tinham roupas íntimas.
Ela, então, redesenhou o protótipo, criando uma calcinha reutilizável.
Junto com Pablo Freund, especialista em terceiro setor, Diana conseguiu o financiamento necessário para lançar o produto.
Foi quando ela decidiu trazer o invento para a América Latina, mais especificamente para a Amazônia colombiana, onde iniciou um programa piloto com os ticunas, uma tribo indígena local.
Até o momento, já foram distribuídas 20 mil calcinhas, diz Freund.
A maioria foi vendida para ONGs locais, às quais cabe redistribuir o material.
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