Justiça Federal retoma julgamento de processo sobre sítio de Atibaia

O Juíz Sérgio Moro, responsável por julgar os processos da operação Lava-Jato ouviu pela delação premiada o publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura

Publicado em 08/02/2018

Responsável por julgar os processos da Operação Lava Jato na primeira instância, o juiz Sérgio Moro retomou uma das ações penais em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva figura como réu, acusado de receber propinas de construtoras participantes do esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Moro ouviu os depoimentos do marqueteiro João Santana e de sua mulher e sócia, Mônica Moura. Após assinar acordos de delação premiada com a Justiça Federal, o casal se tornou testemunha de acusação contra o petista no processo que apura se um sítio de Atibaia (SP) foi dado a Lula pelas construtoras Odebrecht, OAS e Schahin, que, segundo o Ministério Público Federal, também teriam financiados obras de melhorias na propriedade. O ex-presidente já admitiu que frequentava o imóvel com sua família, mas nega ser o dono do sítio, registrado em nome de sócios de um de seus filhos.

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O publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, reafirmaram ao juiz federal Sérgio Moro que receberam recursos não contabilizados (caixa 2) em todas as campanhas que participaram, incluindo as do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT.
Ao responder a questionamentos do representante do MPF na audiência, Mônica reafirmou que os recursos para o pagamento de seu trabalho nas campanhas eram entregues em mãos e por meio de depósitos no exterior. As transferências eram enviadas para uma conta que Santana tinha na Suíça, destinada a receber valores de caixa 2.

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