Por:Jornal NC - Publicado em 03/01/2025
A Prefeitura de São Paulo vai aumentar a tarifa de ônibus para R$ 5 a partir de 6 janeiro de 2025. O reajuste será de 13,6%. A tarifa na cidade está congelada em R$ 4,40 desde janeiro de 2020, último ano que houve reajuste, ainda na gestão do ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), e a inflação no período foi de cerca de 32% de acordo com o IPCA. A Prefeitura argumenta que caso a tarifa considerasse a recomposição da inflação, passaria dos R$ 4,40 para no mínimo R$ 5,84.
O valor foi apresentado pela SPTrans - a empresa de transporte do município - durante a reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), realizada nesta quinta-feira (26). Na reunião, a administração municipal chegou a cogitar reajuste para R$ 5,20, aumento de 18,2%. O novo valor será encaminhado Câmara Municipal dos Vereadores. Todas as gratuidades existentes estão mantidas, bem como a integração entre até quatro ônibus em um período de três horas.
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também anunciou nesta quinta o novo secretário de Transportes, Celso Caldeira. Indicação técnica, Celso é economista e atua na área de transporte (leia mais abaixo). Em entrevista cedida à GloboNews no dia 18 de dezembro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) explicou que o valor da tarifa é impactado por uma série de fatores, como preço do diesel, dissídio de funcionários, estimativa de inflação e alta do dólar. Ao longo de sua campanha nas eleições de 2024, Nunes não confirmou ou negou os planos de reajuste para o próximo ano. Ele seguiu o discurso de que tinha a intenção de manter o valor congelado, mas não poderia ser irresponsável com as contas do governo.
Neste ano, o sistema municipal de transporte custou R$ 11,4 bilhões, enquanto sua receita atingiu R$ 11,3 bilhões. Mais da metade do valor arrecadado foi proveniente de subsídios da prefeitura, a chamada “compensação tarifária”, que chegou a R$ 6,7 bilhões. De acordo com a SPTrans, a cada R$ 0,10 de reajuste, a receita tarifária do transporte aumentaria R$ 106 milhões por ano.
Na reunião do CMTT, os conselheiros e representantes da sociedade civil se colocaram contra o aumento. Eles questionaram a SPTrans sobre a qualidade do transporte ofertado, o tamanho da frota em circulação e até sobre os dados referentes à arrecadação de tarifa, uma vez que o Ministério Público investiga uma fraude no sistema do bilhete único, gerido pela empresa.
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