Itália resgata 6,5 mil migrantes no mar Mediterrâneo, entre eles gêmeos de 5 dias

Operação coordenada na segunda-feira (29) pela Guarda Costeira italiana é uma das maiores realizadas num só dia em 2016



Por:Jornal NC - Publicado em 02/09/2016

Itália resgata 6,5 mil migrantes no mar Mediterrâneo, entre eles gêmeos de 5 dias

A Guarda Costeira italiana informou nesta terça-feira (30) que resgatou 6,5 mil pessoas no Canal da Sicília, numa das maiores operações realizadas num só dia em 2016.
Entre os resgatados estavam dois gêmeos de apenas cinco dias. A mãe deu à luz os bebês de forma prematura durante a viagem para a Europa.
Em seu site, a organização Médicos Sem Fronteiras disse que estava tentando organizar o transporte dos bebês e da mãe para um hospital.

No total, foram 40 operações de resgate na segunda-feira (29), com a participação da Marinha italiana e de embarcações de ONGs que atuam no Mediterrâneo, além de outras das missões Frontex – a agência europeia de fronteiras – e Eunavfor Med (Força Naval da União Europeia no Mediterrâneo).

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No domingo, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) elevou para 332.914 o número de migrantes que conseguiram chegar à Europa pelo Mediterrâneo em 2016, por rotas diferentes.
Segundo dados da agência da ONU para refugiados (Acnur) e da Guarda Costeira, 112,5 mil pessoas chegaram à Itália neste ano, número pouco abaixo dos 116 mil registrados no mesmo período do ano passado.

Em julho, a OIM anunciou que o número de mortos nas travessias a partir da costa da Líbia já supera os 3 mil.
A OIM considera a rota marítima entre o norte da África e a Itália como a “mais mortal para os migrantes que buscam uma vida melhor”.

Em junho, a União Europeia (UE) expandiu as operações de repressão ao tráfico de pessoas no Mediterrâneo, que incluíam o treinamento da Guarda Costeira da Líbia.
O ministro italiano do Exterior, Angelino Alfano, afirmou que os chamados migrantes econômicos somam 60% das 154 mil chegadas no ano passado. Ele ressaltou que a Itália e os demais países da UE “não podem acolher a todos”.
Após o fechamento da chamada rota dos Bálcãs, a travessia do Mediterrâneo voltou a ser um dos meios mais utilizados pelos que tentam chegar à Europa.Curta nossa Fanpage no Facebook

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