Por:Jornal NC - Publicado em 14/07/2021
O governo federal decidiu excluir o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, da atribuição de divulgar alertas sobre incêndios em todo o país.
O órgão federal fazia esse trabalho há décadas, divulgando diariamente dados técnicos sobre o avanço do fogo, ferramenta crucial para orientar o combate às chamas e estimar o volume queimado em cada região. A partir de agora, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura, será o responsável por divulgar essas informações. A mudança foi confirmada em reunião realizada pelo Ministério da Agricultura.
No encontro, com participação da ministra Tereza Cristina, o diretor do Inmet, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira, afirmou que, a partir de agora, o instituto meteorológico fará esse trabalho, por meio de seu novo Painel de Monitoramento ao Risco de Incêndio, ferramenta que vai monitorar e divulgar os locais com maior probabilidade de ocorrência de fogo no Brasil.
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Depois o Inmet disse, em nota, que o sistema consiste na atuação conjunta de instituições federais de meteorologia, contando com o Inpe. Segundo o diretor do Inmet, a divulgação feita até hoje teria problemas de integração de dados. O texto diz que “o Inmet estrategicamente passa a monitorar o risco de incêndio para fornecer informações e possibilitar a adoção de medidas preventivas mais eficazes e econômicas.”
Ainda segundo a Agricultura, o Inpe e o Censipam continuarão a produzir seus dados. A divulgação, porém, passa a ser centralizada no Inmet. A nova ferramenta, segundo o ministério, tem um mapa de monitoramento que aponta para o índice de risco ou perigo de incêndios em determinada área, além de colocar a informação à disposição para todos os Estados. O sistema também contribui, ainda conforme a pasta, para a redução das perdas na agricultura e para ações preventivas de combate a incêndios.
Segundo o Inmet, o Sistema Nacional de Meteorologia, criado no último dia 3 de maio, tem “a missão de eliminar todo e qualquer tipo de sobreposição de atividades, gerando assim uma cadeia de processos, produtos e dados interligados e complementares”. Mas tudo isso já era feito pelos sistemas do Inpe. O Instituto de Meteorologia defende ainda que o novo modelo permitirá “patamares de desenvolvimento compatíveis com as necessidades sociais e econômicas do País”.
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