Por:Jornal NC - Publicado em 16/04/2025
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou projeções preocupantes no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, indicando um risco de “apagão” na máquina pública a partir de 2027. Isso se deve à necessidade de reincluir todos os precatórios (dívidas judiciais) dentro do limite de gastos do novo arcabouço fiscal. Até o fim de 2026, parte desses precatórios está fora das regras fiscais, mas a partir de 2027, terão que ser totalmente incorporados ao Orçamento. Essa mudança reduz drasticamente o espaço para despesas discricionárias (não obrigatórias), que são essenciais para manter serviços públicos funcionando. Em 2026, haverá R$ 208,3 bilhões para essas despesas. Já em 2027, o valor cairá para R$ 122,2 bilhões, dos quais R$ 56,5 bilhões estarão reservados para emendas parlamentares.
Ou seja, o próximo presidente terá apenas R$ 65,7 bilhões para administrar a máquina pública — valor abaixo do patamar mínimo estimado por especialistas, de R$ 70 bilhões. A situação piora nos anos seguintes: em 2028, restariam apenas R$ 59,5 bilhões (praticamente tudo para emendas) e, em 2029, apenas R$ 8,9 bilhões. Além dos precatórios, outros gastos obrigatórios também aumentam. O gasto com a Previdência deve chegar a R$ 1,2 trilhão em 2027, enquanto os benefícios assistenciais (como o BPC) somarão R$ 151,5 bilhões. Os precatórios, especificamente, saltam para R$ 124,3 bilhões em 2027, R$ 132 bilhões em 2028 e R$ 144 bilhões em 2029. No plano fiscal, a meta de 2026 é de superávit de R$ 34,3 bilhões (0,25% do PIB), mas a previsão real é de um déficit de R$ 16,9 bilhões, devido aos precatórios que ainda estão fora das regras.
Veja Também: Lula defende soluções criativas para reduzir déficit habitacional
Para alcançar a meta, o governo precisaria gerar R$ 118 bilhões em receitas extras — um grande desafio, considerando a resistência do Congresso em aprovar novas medidas de arrecadação. O governo estuda formas de solucionar o problema, como excluir os precatórios do teto de gastos, mas mantê-los dentro da meta fiscal, ou então aumentar o teto para acomodar essas despesas. Além disso, planeja ações para melhorar a arrecadação, como facilitar acordos de litígios tributários, simplificar o sistema e melhorar a cobrança de dívidas fiscais — sem aumentar impostos. Apesar da gravidade da situação, o governo ainda não apresentou uma proposta concreta. Técnicos alertam que esse problema não deve ser empurrado para o próximo presidente: ele precisa ser resolvido ainda durante a atual gestão. Se nada for feito, Lula pode enfrentar em 2026 um cenário parecido com o de Bolsonaro em 2022, quando o orçamento apertado prejudicou políticas públicas e virou tema de campanha eleitoral.
Curta nossa Fanpage no Facebook
Publicidade

CidadesCidades
Ouvidoria de Barueri recebe mais de 11 mil manifestações em 2025 e reforça importância da participação cidadã

Carros
Fim de baliza para tirar CNH: veja estados que aderiram à medida

EspeciaisEspeciais
Fim da escala 6x1: governo pode enviar projeto para agilizar aprovação

CidadesCidades
Faixa da Castello Branco, sentido capital, será interditada para obras de passarela em Barueri

Cidades
Quatro UBS’s de Cotia estão confirmadas no Dia D contra a gripe

EspeciaisPolítica
CMO aprova proposta do governo que regulamenta emendas impositivas
Publicidade