Por:Jornal NC - Publicado em 22/11/2018
O Mais Médicos foi criado em outubro de 2013, no governo Dilma Rousseff (PT). O principal eixo é a contratação de médicos para atuar em postos de saúde de municípios e localidades onde faltam profissionais. Além disso, o programa inclui ações de expansão do número de vagas em cursos de graduação, especialização e residência médica e melhoria de infraestrutura da saúde. Telegramas da embaixada brasileira em Cuba obtidos pela Folha mostraram que o Mais Médicos foi proposto por Cuba e já era negociado um ano antes de Dilma apresentá-lo como resposta às ruas em 2013.
Veja Também: Governadores se reúnem em Brasília para discutir pacto federativo
A prioridade é para aqueles com registro no país. Isso inclui médicos brasileiros formados no Brasil, mas também estrangeiros formados aqui e brasileiros ou estrangeiros formados fora do Brasil que tiveram seus diplomas revalidados pelo governo brasileiro. Se ainda restarem vagas, a oferta é liberada para médicos brasileiros formados no exterior que não tiveram o diploma revalidado. Não sendo preenchidas as vagas, podem ser chamados médicos estrangeiros formados no exterior e sem diploma revalidado no Brasil. O valor pago, atualmente, é de R$ 11.865,60 (houve reajuste no início deste ano). Os cubanos, contudo, recebem cerca de R$ 3.000. Pelo contrato, o governo brasileiro paga à Opas o valor integral do salário, que, por sua vez, repassa a quantia ao governo cubano. Havana paga uma parte ao médico (cerca de um quarto), e retém o restante. Isso está previsto no acordo firmado com o governo brasileiro quando o Mais Médicos foi criado. Segundo publicação do presidente eleito em sua conta no Twitter, a continuidade do acordo foi condicionada à “aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos” e à “liberdade para trazerem suas famílias”. O Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu não mais participar do Mais Médicos.
Em nota, afirmou que Bolsonaro “com referências diretas, depreciativas e ameaçando a presença de nossos médicos, disse e reiterou que vai modificar os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito para a Organização Pan-Americana da Saúde e o que foi acordado por ela com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual.” O texto também afirma que “as mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e descumprem as garantias acordadas desde o início do programa”.
Curta nossa Fanpage no Facebook
Publicidade

CidadesCidades
Defesa Civil de Barueri envia SMS gratuito para avisar sobre riscos climáticos

InternacionalInternacional
Trump diz que supervisão dos EUA sobre a Venezuela pode durar anos

Especiais
Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

CidadesCidades
Agendamento de castração de pets chega no dia 07 de janeiro em Barueri

Internacional
Presidente da Coreia do Norte admite usar armas nucleares

EspeciaisPolítica
CCJ prorroga prazo para quitação de precatórios a pessoas jurídicas
Publicidade