Por:Jornal NC - Publicado em 12/07/2024
A corrente de solidariedade em prol de doações para a população afetada pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio fez com que as vendas do comércio gaúcho crescessem mais que a média nacional. Enquanto o setor varejista no país cresceu 1,2% na passagem de abril para maio, no Rio Grande do Sul as vendas tiveram expansão de 1,8%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em todo o país, apenas oito estados tiveram alta no comércio maior que a média nacional. O Rio Grande do Sul figura como a quinta maior taxa de crescimento.O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, atribuiu o resultado do Rio Grande do Sul acima da média à compra de itens para doação e uma “corrida aos mercados”. “As pessoas vão aos mercados fazer compras sabendo que pode haver um desabastecimento”, avaliou.
Enchentes
Nos últimos dias de abril e no início de maio, o Rio Grande do Sul sofreu severamente com temporais que deixaram parte considerável do estado alagada. Mais de 180 pessoas morreram.
Além das perdas humanas, a tragédia climática impactou o funcionamento da economia local, com a interrupção da produção de fábricas, destruição de rodovias - o que desmonta cadeias de logísticas -, e o fechamento forçado de pontos de venda.
Veja Também:
Centro gestor alerta para seca severa este ano na Amazônia
Atividades com alta
Além do segmento de hiper e supermercados impulsionado por compras emergenciais, o pesquisador do IBGE aponta como responsáveis pela impulsão do comércio gaúcho as atividades de tecidos, vestuário, calçados e móveis e eletrodomésticos. O pesquisador do IBGE detalha que no caso de tecidos, vestuário e calçados, a contribuição mais notável é a de calçados. Já no caso de móveis e eletrodomésticos, são os aparelhos elétricos. “O efeito de doações também explica [as vendas] de calçados e eletrodomésticos”, explica. Cristiano Santos assinala que a alta identificada pela pesquisa se reflete em receita e volume, ou seja, não é apenas efeito da inflação. “Não tem fator inflacionário relevante”, disse. O pesquisador acrescenta que o efeito doações também é sentido no comércio de outros estados, uma vez que itens também foram comprados fora do Rio Grande do Sul e enviados para as áreas afetadas. No entanto, segundo ele, esses impactos não são claramente percebidos. “É mais difícil de mostrar”. Ainda segundo a pesquisa do IBGE, outro segmento com aumento nas vendas em maio foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria.
Curta nossa Fanpage no Facebook
Publicidade

CidadesCidades
Barueri alerta: apesar da queda nos casos de dengue, prevenção deve continuar

PolíticaPolítica
Sites de apostas e perfis com propagandas de bets são bloqueados

EspeciaisEspeciais
Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

PolíticaPolítica
Setembro Laranja reforça ações de segurança do paciente na rede municipal de Barueri

CidadesCidades
Prefeitura de Barueri promove Mutirão de Empregos com mais de 350 vagas no dia 11 de agosto

EducaçãoCidades
Fieb abre inscrições de processo seletivo para professores
Publicidade