Por:Jornal NC - Publicado em 13/01/2021
O governo de São Paulo anunciou, os resultados dos testes de eficácia da CoronaVac, a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que está sendo desenvolvida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.
De acordo o diretor de pesquisa do Instituto Butantan, Ricardo Palácios, os estudos apontaram que a eficácia geral da vacina é de 50,38%. O dado foi obtivo com testes feitos em 12.508 voluntários no país, todos profissionais de saúde. Segundo Palácios, os profissionais de saúde foram escolhidos porque têm uma exposição maior ao vírus.
Esse dado é a taxa global de eficácia da CoronaVac, ou seja, os desfechos primários, que incluem todas as pessoas que ficaram doentes independentemente da gravidade da doença. “[O teste] não é a vida real exatamente. É um teste artificial, no qual selecionamos dentro das populações possíveis, selecionamos aquela população que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta.
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A gente quer comparar os diferentes estudos, mas é o mesmo que comparar uma pessoa que faz uma corrida de 1km em um trecho plano e uma pessoa que faz uma corrida de 1 km em um trecho íngreme e cheio de obstáculos. Fizemos deliberadamente para colocar o teste mais difícil para essa vacina, porque se a vacina resistir a esse teste, iria se comportar infinitamente melhor em níveis comunitários”, afirmou Ricardo Palácios no anúncio.
O pedido de uso emergencial da vacina foi feito à Anvisa, segundo o Butantan.
A taxa global de eficácia recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Anvisa é de, ao menos, 50%. As duas etapas anteriores da pesquisa feitas no Brasil já haviam atestado que a CoronaVac é segura e produz uma resposta do sistema imunológico, de acordo com o governo de São Paulo.
Dimas Covas, diretor do Butantan, disse que a vacina “tem segurança, eficácia e tem todos os requisitos que justificam seu uso emergencial.”
Palácios explicou que o instituto foi extremamente rigoroso nos estudos. “Na definição de casos que utilizamos, usamos os sintomas mais abrangentes possível. Outros estudos não incluiriam como caso dois dias de dor de cabeça, dois dias de coriza. Foi uma definição extremamente abrangente para poder capturar até o caso mais leve possível”, afirmou.
O Butantan não digvulgou qual seria a cobertura vacinal necessária da CoronaVac para impedir o avanço da covid-19. Embora a vacina seja extremamente segura e tenha eficácia contra o vírus, ainda não há dados que mostrem que ela é capaz de erradicar a pandemia, explicou Palácios. “Ela vai erradicar, eliminar a doença? O estudo não permite determinar isso. Precisaremos fazer estudos de efetividade, nos quais a gente verifique qual impacto que tem em geral nas comunidades vacinadas”, afirmou.
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