Uso político de dados de usuários derrubou valor do Facebook

Facebook sofreu um forte abalo no último sábado com a revelação de que as informações de mais de 50 milhões de pessoas foram utilizadas sem o consentimento delas pela empresa americana Cambridge Analytica para fazer propaganda política

Publicado em 23/03/2018

A empresa teria tido acesso ao volume de dados ao lançar um aplicativo de teste psicológico na rede social.
Aqueles usuários do Facebook que participaram do teste acabaram por entregar à Cambridge Analytica não apenas suas informações, mas os dados referentes a todos os amigos do perfil.
A denúncia, feita pelos jornais The New York Times e The Guardian, levantou dúvidas sobre a transparência e o compromisso da empresa com a proteção de dados dos usuários.
O escândalo gerou nova onda negativa contra a empresa – já sob questionamento pela proliferação de notícias falsas nas eleições americanas.
A empresa também entrou na mira de autoridades nos Estados Unidos e no Reino Unido.
O deputado britânico Damian Collins convocou o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, para depor diante de um comitê legislativo. As autoridades também estão trabalhando para conseguir um mandado de busca e apreensão para entrar na sede da Cambridge Analytica e recolher material que ajudem a elucidar o caso.

Quais dados foram coletados?
Os dados incluíam detalhes sobre a identidade das pessoas, como nome, profissão, local de moradia, seus gostos e hábitos e sua rede de contatos.
Os usuários do aplicativo não faziam ideia de que isso tudo seria usado para ajudar a eleger Donald Trump. Até agora o presidente e criador do Facebook, Mark Zuckerberg, não se pronunciou publicamente sobre o escândalo.


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