Plano vai orientar pesquisas nas áreas mineral e energética

O Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançou, em Brasília, quatro Planos de Ação em Ciência

Publicado em 05/11/2018

O Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançou hoje (31), em Brasília, quatro Planos de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, que contemplam os setores de energias renováveis e biocombustíveis, minerais estratégicos, petróleo e gás natural.
No evento, Eduardo Lousada, coordenador-geral de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Setoriais, do MCTIC, explicou que os documentos têm como finalidade dar orientação estratégica ao governo brasileiro. Durante a elaboração dos planos, que ficou sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), foram abertas consultas públicas a especialistas nas áreas abordadas, que geraram 150 contribuições voluntárias, incluídas na versão final dos planos.
Com o lançamento, o ministério pretende, ainda, tornar convidativa a empresários a coparticipação em projetos de pesquisa já em andamento em instituições como a Embrapa e universidades federais.
Segundo o ministro da pasta, Gilberto Kassab, os planos apresentados são abrangentes e devem ser executados por meio de parcerias público-privadas.
Parte dele do investimento, parte expressiva, precisa ser de fundo perdido, porque isso é inerente à pesquisa.
O secretário da Setec, Maxilimiliano Martinhão, destacou algumas das iniciativas que já vêm sendo produzidas por pesquisadores e que despertam o interesse do governo, por seu potencial econômico. Entre elas está o estudo de substâncias da indústria de mineração que poderiam ser categorizadas como rejeitos, mas que, ao serem transformadas, podem ter utilidade no meio agrícola. são os chamados agrominerais.

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Outro foco investigado tem sido os elementos químicos de terras-raras. Exemplos desse grupo de minerais são o lítio e o silício, considerados de grande valor para as autoridades devido à sua aplicabilidade em tecnologias de alto valor agregado, como produtos eletrônicos, como é o caso dos aparelhos celulares.
Em sua apresentação, o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville, demonstrou parte dos projetos tocados por cientistas da casa, como o aproveitamento de biomassa de microalgas e cana-de-açúcar na cadeia industrial. O procedimento de conversão de matérias-primas como essas está associado às biorrefinarias, instalações que, ao processar a biomassa, são capazes de produzir energia elétrica, combustíveis e insumos químicos.

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