Mulheres são exploradas na Síria em troca de ajuda humanitária

Em alguns lugares da Síria os acessos dos órgãos não governamentais internacionais são difíceis e a ajuda cabe a autoridades locais, que são acusadas de exploração sexual

Publicado em 01/03/2018

Mulheres foram exploradas sexualmente por homens que prestam serviços e atuam em nome das Nações Unidas e de outras organizações internacionais de caridade na Síria.
Relatos revelam que comida e carona são ofertadas em troca de sexo na região. Uma pessoa que trabalha na região afirma que algumas organizações estão simplesmente fechando os olhos para os casos de abusos e exploração sexual porque a única forma de levar ajuda às áreas mais perigosas da Síria é por meio de autoridades locais e de terceiros. Nas áreas onde o conflito é mais intenso, funcionários das organizações não governamentais internacionais dificilmente têm acesso.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), organismo da ONU responsável por questões populacionais, produziu um relatório para avaliar a violência de gênero na região em 2017 e concluiu que a assistência humanitária está sendo ofertada em troca de sexo em várias regiões da Síria.

Veja Também: Terrorismo jihadista matou mais de 13,6 mil pessoas em 2017

Os casos já começaram a serem denunciados à 3 anos, quando Danielle Spencer trabalhava como consultora para assuntos humanitários para uma instituição de caridade e ouviu relatos de um grupo de mulheres sírias em um campo de refugiados na Jordânia em março de 2015.
Para a profissional, mulheres e crianças precisam de proteção quando estão tentando receber comida, sabão e itens básicos para viver.
“A última coisa que você precisa é de um homem em quem você deveria confiar e que deveria lhe ajudar te pedindo para fazer sexo com ele e retendo todos os itens que deveriam ser entregues a você”, afirma.
“Estava subentendido que, ao ir aos centros de distribuição, você deveria se submeter a algum tipo de ato sexual para ganhar algo.”
As agências ligadas à ONU e instituições de caridade mencionadas afirmam que não toleram nenhum tipo de violência e se defendem dizendo não estar cientes de casos concretos de abusos envolvendo suas respectivas organizações parceiras na região.

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