Secretário nacional de Defesa Civil nega inércia no Pantanal

Combate ao fogo vai além de recursos financeiros, disse secretário



Por:Jornal NC - Publicado em 01/10/2020

Secretário nacional de Defesa Civil nega inércia no Pantanal

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Alves, rechaçou as acusações de inércia do Executivo federal no combate aos incêndios no Pantanal. Segundo ele, os recursos foram empregados no aluguel de aviões e helicópteros; na contratação de brigadistas; nos aluguéis de veículos e na compra de equipamentos para o Corpo de Bombeiros como mangueiras e bombas.

Alves garantiu que não haverá falta de recursos. “Quando eu digo que há recursos, que não faltarão recursos, refiro-me aos que estão relacionados à resposta ao desastre, é dentro da rubrica da ação orçamentária de Defesa Civil. Para as ações de resposta, nós temos recursos este ano – frisei este ano, porque a LOA [lei orçamentária] do ano que vem está nos deixando preocupados –, nós temos recursos para a resposta”, afirmou.

Somente este ano, o fogo já consumiu 2,916 milhões de hectares do bioma, sendo 1,742 milhão de hectares na área de Mato Grosso e 1,165 milhão de hectares no Pantanal sul-mato-grossense.

Pesquisa
Para a Defesa Civil, a excepcionalidade da seca deste ano na região e a situação dos próximos cinco anos serão um desafio. Com os cortes sucessivos de recursos para os órgãos ambientais, o investimento em ciência e tecnologia que chegou a R$ 14 bilhões, em 2015, caiu para R$ 5 bilhões.

Ao ressaltar que investimentos em pesquisa são essenciais para dizer ao Poder Público o que precisa ser feito, o secretário nacional de Defesa Civil sugeriu esses R$ 5 bilhões sejam integralmente utilizados para as pesquisas relacionadas a esse tipo de ação.

Disponibilidade
Segundo o secretário, o problema com relação às aeronaves é a falta de disponibilidade no mercado, e não de recursos. O mesmo acontece com brigadistas: há dinheiro para contratação, mas não há pessoal treinado.

Ibama
Na mesma audiência pública, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, disse que o órgão trabalha no seu limite de capacidade orçamentária e que fez o remanejamento de servidores do PrevFogo para a região do Pantanal.

Segundo ele, o Ministério do Meio Ambiente conta com 1.485 brigadistas contratados. O grupo trabalha com 25 viaturas, três helicópteros e quatro Air-Tractors, aviões que jogam água e facilitam o trabalho de combate ao fogo.

Pandemia
Ainda na avaliação de Eduardo Bim, a pandemia trouxe um revés e atrasou o treinamento preventivo feito todos os anos.O PrevFogo é um programa que também atua de forma preventiva, fazendo um trabalho educacional, ao longo de todo o ano, com o objetivo de evitar que incêndios criminosos e acidentais ocorram.

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