Formada em Harvard, deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) é chamada de burra, débil mental e delinquente por outros deputados

Filha de um cobrador de ônibus e uma diarista, ela é a sexta deputada federal mais votada em São Paulo, com 264.450 votos



Por:Jornal NC - Publicado em 11/04/2019

Formada em Harvard, deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) é chamada de burra, débil mental e delinquente por outros deputados

A deputada federal Tabata Amaral ganhou visibilidade nacional, na semana passada, quando protagonizou um duro debate com o ministro da Educação, Ricardo Vélez. “Em um trimestre não é possível que o senhor apresente um Power Point com dois, três desejos para cada área da educação. Cadê os projetos? Cadê as metas? Quem são os responsáveis?”, diz a parlamentar estreante de 25 anos em um vídeo compartilhado milhares de vezes. Criada na Vila Missionária, bairro pobre paulistano, e novata no Congresso, Amaral já trabalhou como pesquisadora, professora, funcionária de secretarias de educação e estudou na universidade de Harvard, graças a bolsas de estudos. Filha de um cobrador de ônibus e de uma diarista, ela ganhou pelo menos 30 medalhas em concursos de matemática, astronomia, física e robótica. Amaral conta que sofre recorrentemente assédio e preconceito no Congressso.

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“É um lugar que não está acostumado com pessoas como eu e diariamente sou questionada sobre como fui parar ali. Estou muito longe de ser um fenômeno da internet. As pessoas não entendem. Elas perguntam: ‘você é filha de alguém?’, ‘você é dona de alguma empresa?’, ‘você é casada ou solteira?’, ‘você não é deputada estadual?’” “Já perdi a conta do número de vezes em que alguém insinuou que eu era burra ou não tinha nenhum conhecimento. Eu estudei astrofísica, fui bolsista pelas Olimpíadas de Matemática. Eu só andava com os meninos que gostavam de ciência e sempre tive muito contato com o machismo porque as pessoas não entendiam como uma menina gostava de ciências. E toda vez tentavam dizer que eu não era tão boa por ser uma menina.
No Congresso e sou chamada de burra, delinquente, débil mental e outras coisas que já me chamaram em plenário…
Tem assédio, as pessoas chegam e perguntam se sou casada no meio de uma votação, vêm me tocar de uma maneira que não é adequada para uma parlamentar. É um ambiente muito arisco para as mulheres. As pessoas não te encaixam ali e querem te expulsar e convencer que você não deveria estar ali.”
Falta de representatividade feminina
Com 15% de mulheres na Câmara dos Deputados, o Brasil continua bem abaixo da média na América Latina. Nos países latino-americanos e do Caribe, a média do número de mulheres parlamentares nas Câmaras de Deputados ou Câmaras Únicas é de 28,8%.
Conforme levantamento de 2017 feito pela ONU Mulheres em parceria com a União Interparlamentar (UIP), o Brasil ocupava somente a 154ª posição em um ranking de 174 países sobre de participação de mulheres no Parlamento.

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