Morrer tentando ser aceito: os estudantes que morrem nas cerimônias de fraternidades nos EUA



Publicado em 24/11/2017

Tim Piazza, estudante da Universidade Estadual de Pensilvânia, foi declarado morto na madrugada do último dia 4 de fevereiro. Assim como outros 13 candidatos a entrar na fraternidade Beta Theta Pi, o jovem de 19 anos participava de uma “cerimônia de iniciação” que incluía ingerir uma mistura de bebidas alcoólicas o mais rápido possível.
As autoridades americanas anunciaram na última segunda-feira que o FBI recuperou um vídeo que as câmeras de segurança haviam registrado na noite de sua morte e que, ao que parece, foi apagado intencionalmente.
A gravação mostra que Tim consumiu pelo menos 18 bebidas em 82 minutos, antes de cair de uma altura de 4,6 metros pela escadaria do sótão da casa da fraternidade.

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No entanto, pelo menos 12 horas se passaram antes que qualquer um dos membros da Beta Theta Pi chamasse os serviços de emergência.
Os laudos médicos indicaram que Piazza tieve uma fratura no crânio e lesões cerebrais traumáticas irreversíveis. Seu baço também se rompeu em vários lugares, o que provocou hemorragia interna e um choque hemorrágico.
Agora, 26 membros da Beta Theta Pi enfrentam acusações relacionadas a sua morte, que vão desde fazer trotes, algo ilegal em partes dos Estados Unidos, até homicídio culposo (sem a intenção de matar).
Mas este caso é apenas um dos que ocorreram este ano no país.

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