Está mais barato comprar pela internet e isso não é exatamente uma boa notícia



Publicado em 22/06/2017

Os preços do comércio eletrônico registraram deflação de 4,48% em maio em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Índice FIPE Buscapé. Essa foi a maior queda registrada desde agosto de 2013 quando os preços recuaram 4,24%. De acordo com o presidente do Buscapé, Sandoval Martins, três motivos auxiliaram na baixa dos preços. “Além das promoções do Dia das Mães, uma das datas mais importantes do calendário do varejo, também contribuíram para essa queda expressiva nos preços a queda acentuada nos preços gerais, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e o dólar sob controle”, afirma o executivo.

Cenário preocupante
Em outras palavras, isso significa que está mais barato comprar produtos pela internet. Apesar da notícia parecer boa, é preciso entender as consequências disso.
Deflação é o termo utilizado para classificar o processo inverso ao da inflação. Ou seja, o valor real do dinheiro aumenta e os consumidores podem comprar mais coisas com a mesma quantidade de dinheiro de antes. Até aqui, o cenário parece excelente.
O problema é que a deflação não acontece por acaso ou porque as empresas resolveram deixar os consumidores felizes. Ela ocorre por conta de uma queda na procura por bens e serviços de um determinado setor. Com produtos encalhados, as fabricantes são obrigadas a abaixarem seus preços para poderem vender.
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Com lucro e faturamento reduzidos, as empresas acabam precisando cortar gastos. Por essa razão, optam por diminuírem a produção e demitirem funcionários. Para piorar, com o aumento do desemprego, a população acaba perdendo o poder de compra e, com isso, comprando ainda menos.
Por essa razão é que é comum ver notícias de países como Estados Unidos e Japão lamentando quedas na inflação. No Brasil, a inflação dos preços gerais, medida pelo IPCA e pelo IBGE, foi de 3,60% entre maio de 2016 e maio de 2017.
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