Crise no Governo Temer

Entenda a polêmica sobre gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista

Publicado em 25/05/2017

Desde a última quinta-feira (18), quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin retirou o sigilo e divulgou o áudio do encontro entre o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, e o presidente Michel Temer, ocorre uma guerra de interpretações sobre a gravação ter sido ou não manipulada.
Por enquanto, há uma única certeza: a gravação, que tem cerca de 40 minutos, foi capaz de abalar as estruturas do governo Temer.
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A cronologia
Quinta-feira (18), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin retirou o sigilo e divulgou o áudio do encontro entre o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS.
Sexta-feira (19), No início da tarde, Temer faz pronunciamento em que chama a gravação de “clandestina”.
No sábado (20), em novo pronunciamento, o presidente Michel Temer, citando a matéria da Folha, afirmou que a gravação foi “manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos”.
A rádio CBN apontou ser possível determinar que o áudio não sofreu edição. Isso porque, ao chegar ao encontro, o empresário Joesley Batista tinha o rádio do carro sintonizado na CBN e ouvia uma reportagem. Ao deixar o Palácio do Jaburu, o aparelho continuava ligado e transmitia o quadro Nos Acréscimos que, naquele dia, foi ao ar às 23h08min. O tempo entre a reportagem e o quadro totaliza 38 minutos, assim como o tempo da conversa entre Joesley e Temer.
Relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin determinou que a Polícia Federal (PF) faça uma perícia no áudio da conversa entre Temer e o dono da JBS. A decisão atendeu, em parte, uma petição da defesa do peemedebista.
A defesa de Temer e a Procuradoria-Geral da República protocolaram, na noite deste domingo (21), pedido para que a Polícia Federal esclareça pontos sobre o áudio da conversa entre o presidente e o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista. No total, há 31 pedidos de esclarecimentos.



O STF adiou o julgamento do pedido de suspensão do inquérito contra Temer. A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, determinou que a sessão só será realizada após conclusão da perícia realizada pela Polícia Federal na gravação da conversa entre Temer e Joesley.
A defesa do presidente Michel Temer mudou de estratégia e desistiu do pedido de suspensão do inquérito aberto para investigar Temer. Segundo o advogado Gustavo Guedes, Temer quer ver o caso elucidado e concluído o mais rápido possível.

Eleições Diretas
Cerca de 25 mil manifestantes marcham em Brasília por eleiçõs diretas, os manifestantes protestam contra as reformas da Previdência, trabalhista, pedem a saída do presidente Michel Temer e eleições diretas. A estimativa da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), é de que 100 mil pessoas participem do ato.
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