O que é o imenso ‘buraco’ que a Nasa encontrou no Sol e o que ele pode causar

Normalmente, as ocorrências termofísicas do Sol e suas consequências são de uma magnitude que intriga e confunde cientistas

Publicado em 15/12/2016

Normalmente, as ocorrências termofísicas do Sol e suas consequências são de uma magnitude que intriga e confunde cientistas. E o que está acontecendo atualmente não tem sido diferente e tem desafiado a compreensão de especialistas.
Correntes de vento solar - partículas carregadas expulsas da atmosfera solar - que podem chegar a uma velocidade de 400 km por segundo, o equivalente a 1,5 milhão de km por hora, têm ocorrido em velocidades duas vezes maiores.
Isso se deve aos chamados buracos coronais - fenômeno astronômico que ocorre na coroa (envoltório luminoso) do sol de tempos em tempos - quando os ventos passam a ser muito mais intensos: sua velocidade pode atingir 800 km por segundo.
Foi justamente um buraco coronal que o Observatório de Dinâmica Solar da Agência Espacial Americana (Nasa) detectou há alguns dias.
Foi captado graças a uma luz ultravioleta particularmente intensa que o olho humano não pode ver. É preto e, na verdade, não é um buraco.
Segundo explicação da Nasa, esse fenômeno é causado por áreas abertas do campo magnético do Sol por onde são expulsas para o espaço as correntes de vento solar que se movem em alta velocidade.
Nas áreas da coroa do sol, a densidade e temperatura são menores do que na superfície solar.
O comprimento dos buracos é variável, mudando de uma semana para outra. Neste período, a emissão de correntes de vento solar se mantém constante.

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Tendem a ocorrer com maior frequência em anos subsequentes ao momento em que ocorre o máximo solar - o período de maior atividade do Sol em seu ciclo, que normalmente dura 11 anos.
A dimensão destes fenômenos é considerável. Às vezes, eles podem ocupar um quarto da superfície do Sol.
Se espera que, nos próximos dias, as partículas solares que se desprenderam da imensa estrela comecem a chegar à Terra. Quando as correntes chegam ao nosso planeta, as partículas atingem a magnetosfera terrestre e interagem com ela. Segundo a Nasa, uma das consequências deste fenômeno é que ocorram auroras polares.
A interação das partículas solares com a Terra também pode afetar o funcionamento dos satélites espaciais que orbitam nosso planeta e as atividades que eles regulam.Curta nossa Fanpage no Facebook

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