Quatro em cada 10 mortes por infarto são de mulheres

A inserção da mulher no mercado de trabalho pode ser a resposta para esse aumento

Publicado em 15/09/2016

O infarto sempre foi considerado uma doença masculina. É um grande mito pensar que mulheres não enfartam, porque, além de ser mentira, os números veem aumentando e preocupando os médicos.
O Dr. Roberto Kalil, cardiologista e a cardiologista Dra. Roberta Saretta comentaram sobre este dado alarmante para a saúde da mulher,
Há 50 anos, a cada 10 mortes por infarto, uma era de mulher. Atualmente, essa proporção aumentou para quatro mulheres, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Se nenhuma mudança acontecer, não é difícil que as mulheres ultrapassem os homens.
A inserção da mulher no mercado de trabalho pode ser a resposta para esse aumento. Além de ter uma jornada dupla (cuidar da casa/filhos e trabalhar), com o emprego veio também o hábito de fumar, beber e não fazer exercícios, que são fatores de risco para o infarto.


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Vamos nos atentar para alguns fatores de risco: colesterol alto, diabetes, hipertensão, menopausa (o estrógeno, hormônio protetor das artérias, para de ser fabricado), tabagismo (o cigarro aumenta em três vezes o risco de desenvolver uma doença coronariana independentemente de qualquer outro fator), sedentarismo, pílula anticoncepcional (porque aumenta o risco de trombose), transtorno de ansiedade e depressão, estresse, quem teve diabetes e hipertensão durante a gravidez.
Para prevenir e diminuir os casos é necessário o alerta de que o check-up cardiológico é muito importante, principalmente, para aquelas mulheres que têm algum fator de risco ou histórico familiar.
Após a menopausa é imprescindível a visita ao cardiologista. Além disso, uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos previnem a ocorrência de doenças cardíacas.Curta nossa Fanpage no Facebook

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