Os ministros de Temer com problemas na Justiça; entenda

Três ministros já caíram desde o mandato do presidente interino

Publicado em 22/06/2016

Em pouco mais de um mês de governo, o presidente interino Michel Temer perdeu três de seus ministros por suspeitas de corrupção ligadas às investigações da Operação Lava Jato: Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência) e Henrique Eduardo Alves (Turismo).
Mas eles não são os únicos na mira da Justiça. No final de semana, surgiram denúncias de que o ministro da Educação, Mendonça Filho, recebeu propina de uma empresa citada na Lava Jato, e um pedido de bloqueio de bens pelo Ministério Público do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, acusado de improbidade administrativa.
Pelo menos 11 dos 24 ministros nomeados inicialmente por Temer apareceram de alguma forma nas investigações do esquema de corrupção na Petrobras e empresas estatais.
Alguns deles haviam sido ministros ou figuras-chave também no governo de Dilma Rousseff, como foi o caso de Henrique Alves e de Romero Jucá, que foi líder do governo do PT no Senado.
1. Mendonça Filho (Educação)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que foram encontrados “indícios de possível recebimento de propina” pelo hoje ministro da Educação, paga por uma empreiteira investigada na Lava Jato.
Mendonça é suspeito de ter recebido R$ 100 mil em vantagem indevida disfarçada de doação eleitoral da construtora UTC na campanha de 2014, quando concorreu a deputado federal.
2. Henrique Eduardo Alves (ex-Turismo)
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pediu demissão após seu nome aparecer na delação de Sérgio Machado. O ex-presidente da Transpetro afirmou que repassou ao ministro R$ 1,55 milhão de recursos ilícitos entre 2008 e 2014.
No dia seguinte à renúncia, foi revelado que a Lava Jato descobriu uma conta secreta que seria do ministro na Suíça. Janot denunciou o ex-ministro do Turismo ao STF pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por causa da conta.
3. Eliseu Padilha (Casa Civil)
O atual ministro-chefe da Casa Civil é suspeito de ter empregado uma funcionária “fantasma” em seu gabinete quando era deputado federal.
Segundo a revista Veja, o Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal o bloqueio dos bens do ministro e a devolução de R$ 300 mil em ação de improbidade administrativa.


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4. Romero Jucá (ex-Planejamento) e Fabiano Silveira (ex-Transparência) Jucá foi o primeiro ministro de Temer a cair, com apenas 12 dias no cargo.
O então ministro do Planejamento foi flagrado em gravação feita antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff dizendo que a troca de governo era necessária para “estancar a sangria” da Lava Jato.
Jucá é alvo de inquérito da operação, além de ser investigado por suspeita de desvio de recursos e crimes eleitorais.
5. Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo)
Homem de confiança de Michel Temer, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) também é citado em mensagens de celular de Léo Pinheiro, da OAS, que fechou delação premiada na Lava Jato.
A PF suspeita, a partir da análise do celular de Pinheiro, que a empreiteira usava a influência do peemedebista (que foi ministro de Lula e vice-presidente da Caixa sob Dilma) para obter contratos no governo, e dava recursos em troca.
6. Sarney Filho (Meio Ambiente)
O ministro do Meio Ambiente foi citado na delação de Sérgio Machado, que aponta que ele recebeu R$ 400 mil como “vantagens ilícitas em doações oficiais” em 2010.Curta nossa Fanpage no Facebook


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