Holanda aprova polêmica lei que automatiza a doação de órgãos

Cidadãos que não quiserem ser doadores terão que deixar isso claro em vida

Publicado em 16/02/2018

O Senado holandês deu sinal verde à polêmica lei que transforma automaticamente todos os cidadãos em doadores de órgãos, a menos que afirmem em vida e explicitamente que não desejam doar. As pessoas que não mostrarem rejeição em vida, e após o envio de duas cartas de aviso para que deixem clara sua posição, serão registrados no sistema como “não objeção”.
Se os parentes tiverem “sérias objeções” e “problemas insuperáveis” com a doação dos órgãos de seu familiar, podem se opor apesar de o morto ter dado sua permissão para ser doador.

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A nova Lei de Doadores foi aprovada com 38 votos a favor e 36 contra. Os senadores que votaram contra consideraram que um Governo não pode decidir sobre os órgãos de um cidadão, enquanto outros afirmaram que esta nova lei gerará muitos custos e problemas, e nada assegura que tenha melhores resultados do que o sistema atual, que exige se registrar em vida para ser doador após o falecimento.
Este projeto, apresentado pelo democrata-cristão Pia Dijkstra, foi debatido por vários dias no Senado e esteve rodeado de dúvidas durante os últimos meses.
Cerca de 150 pessoas morrem a cada ano na Holanda enquanto estão na lista de espera por um fígado ou um rim, por exemplo. As novas regras entrem em vigor 1º de julho de 2020, acompanhadas de uma grande campanha.

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