Foto de ativista negra desafiando sozinha neonazistas se torna símbolo de luta contra racismo

Sozinha, com o punho em riste, uma mulher enfrenta um grupo de 300 neonazistas durante uma manifestação em uma cidade no interior da Suécia

Publicado em 12/05/2016

A ativista Maria Teresa Tess Asplund, de 42 anos, viralizou na internet após ser fotografada no momento exato em que se posicionou contra uma marcha neonazista na cidade de Borlänge, realizada no dia 1 de maio, na Suécia. Na foto, compartilhada nas redes sociais, Tess Asplund aparece posicionada com o punho para cima em sinal de protesto, frente a frente com um dos três líderes de um movimento de extrema direita que reuniu 200 pessoas no país.
Naquele dia, militantes de um partido de extrema direita, o Movimento de Resistência Nórdico, marchavam pelas ruas pedindo a expulsão de imigrantes e insultavam políticos por “trair” o povo.
Tess decidiu protestar contra o ato.“Foi de impulso. Estava com raiva”, disse a ativista, que nasceu na Colômbia e, aos 7 meses, foi adotada por uma família sueca.


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“Como podiam ter obtido permissão para se manifestarem, como se a rua fosse deles? Um deles me olhou e devolvi o olhar. Ele não falou nada, e eu também não. Depois, a polícia me tirou dali.”
David Lagerlöf, um dos fotógrafos que registrou o protesto da ativista, conta que a situação foi “muito emotiva”. “Ela fez aquilo sozinha, em uma situação de vulnerabilidade. Não podia fazer nada contra eles, que têm um histórico de violência e crime”, afirma.
O gesto de colocar o punho para cima é historicamente usado para demonstrar solidariedade com pessoas oprimidas, e de enfrentamento a opressores. Ele se tornou um símbolo do movimento negro nos anos 60 nos Estados Unidos.


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