Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu é condenado a 23 anos de prisão

José Dirceu é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Publicado em 18/05/2016

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado nesta quarta-feira, dia 18 de maio, a 23 anos e três meses de prisão em regime fechado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Lava Jato.
Dirceu foi considerado culpado pelo recebimento de cerca de R$ 15 milhões em propinas, incluindo recursos vindos de superfaturamento de contratos que a Petrobras teve que arcar com os prejuízos. O juiz Sergio Moro considera que o fato merece “reprovação especial” por se tratarem de desvio nos cofres públicos.



Pelo crime de lavagem de dinheiro, Dirceu foi culpado de lavar mais de R$ 10 milhões, somando nove anos e dois meses de reclusão. Para organização criminosa, o juiz federal considera que não houve estrutura hierarquizada nos episódios constatados, não se tratando, portanto, de “tipo mafioso”.



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Outros nove acusados receberam penas na sentença: Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura (lobista), Gerson de Mello Almada (ex-vice-presidente da Engevix), João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT), José Adolfo Pascowitch (irmão do operador), Júlio Cesar dos Santos (ex-sócio da JD Consultoria, empresa de Dirceu), Luiz Eduardo de Oliveira e Silva (irmão de Dirceu), Milton Pascowitch (operador do esquema), Pedro Barusco (ex-gerente da Petrobras) e Renato Duque (ex-diretor da Petrobras).


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