Doria é alvo de críticas de nutricionistas após criar projeto polêmico sobre alimentos para pessoas de baixa renda



Publicado em 20/10/2017

Segundo a prefeitura de São Paulo, o programa foi criado para combater o desperdício de alimento, ao mesmo tempo que garante os nutrientes para as pessoas de baixa renda. Para isso, um grupo especializado em liofolização, que é a desidratação de alimentos, a Plataforma Sinergia, vai transformar produtos próximos a data de vencimento em um granulado que depois será distribuído para a população carente. O produto vai passar a integrar as cestas básicas distribuídas pelos Centros de Referência de Assistência.

Mas os críticos ao programa já compararam o nutriente com ração. Em nota, o Conselho Regional de Nutrição se colocou contrário à proposta por contrariar princípios do Direito Humano à Alimentação Adequada e o Guia Alimentar para a população brasileira. O Guia é o documento de referência do Ministério da Saúde sobre alimentação. Segundo ele, a alimentação saudável é justamente a que prioriza o consumo de alimentos in natura e evita os ultraprocessados, como é o caso dos alimentos liofolizados.

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A nutricionista Renata Levy, pesquisadora na Faculdade de Medicina da USP, integrou a equipe que elaborou o Guia. Para ela, a proposta da prefeitura é inaceitável. A informação de que o alimento é feito a partir de alimentos próximos à data de vencimento ou fora do padrão de comercialização está disponível no site da Plataforma Sinergia. Segundo a empresa, já existem 50 toneladas do alimento em estoque.

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