Conselho de Ética ouve testemunhas em processo contra Jean Wyllys

Wyllys responde por quebra de decoro parlamentar, por ter cuspido em direção ao deputado Jair Bolsonaro

Publicado em 09/11/2016

O Conselho de Ética ouviu hoje (8) três testemunhas sobre representação contra o deputado Jean Wyllys. O relator do processo, Ricardo Izar Jr (PP-SP), ouviu os depoimentos dos deputados Alberto Fraga (DEM-DF), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). A oitiva continuará amanhã (8) com demais depoimentos.



Wyllys responde por quebra de decoro parlamentar, por ter cuspido em direção ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), durante a votação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, no dia 17 de abril, na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Wyllys admitiu o ato e justificou que reagiu a insultos homofóbicos de Bolsonaro.



Primeiro a prestar depoimento, Fraga disse que o ato de Wyllys foi “injurioso”. “Jamais vi atitude injuriosa como essa. Cuspir na cara de um parlamentar é uma agressão pior do que, às vezes, um tapa na cara ou uma palavra dita de forma injuriosa”, disse.



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A representação contra Wyllys foi protocolada pelo PSC, partido de Bolsonaro. A legenda argumenta que o parlamentar deve ter o mandato suspenso por até seis meses por não ter adotado “comportamento adequado” no plenário da Casa.



“O que o deputado Jean fez foi claramente uma reação a agressões sofridas no plenário no dia 17 de abril e a um conjunto de agressões sofridas em comissões por parte de parlamentares. O Conselho de Ética tem que arquivar este caso, não existe o menor motivo para que esta matéria venha a prosperar no conselho”, acrescentou Braga.



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