Carne bem passada traz risco de câncer, indica pesquisa da USP

Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), indica que o consumo de carnes bem passadas pode trazer risco de surgimento de câncer e outras doenças

Publicado em 26/01/2017

Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), indica que o consumo de carnes bem passadas pode trazer risco de surgimento de câncer e outras doenças. Os resultados foram apresentados na tese de doutorado Consumo de carnes e aminas heterocíclicas como fatores de risco para câncer, com autoria de Aline Martins de Carvalho.
De acordo com a pesquisadora, durante o preparo de carnes em altas temperaturas são formados compostos carcinogênicos (indutores das mutações que causam o câncer) nas partes mais escuras da carne, os pontos onde ela esquenta até quase queimar. Estas substâncias são compostos orgânicos nitrogenados chamados aminas heterocíclicas.

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“Quanto mais bem passada a carne, maior o teor delas”, afirma Aline ao Jornal da USP. Em outros estudos, a nutricionista constatou que 75% da população da cidade de São Paulo (SP) consume em excesso carne vermelha e processada, ou seja, hambúrgueres, salsicha, nuggets, entre outras. O número é muito acima do limite de 500 gramas por semana recomendado pelo World Cancer Research Fund, órgão norte-americano para prevenção do câncer.


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