Barueri instala coletor de lixo eletrônico no Parque Municipal

Desde julho deste ano, o Parque Municipal Dom José abriga um equipamento específico para descarte de lixo eletrônico (televisões, celulares, computadores, eletrodomésticos etc.)

Publicado em 12/09/2018

A iniciativa é resultado de meses de empenho da Prefeitura de Barueri por meio da Coordenadoria de Inovação e Tecnologia (CIT) e da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), que disponibilizaram o serviço sem qualquer custo ao município.
Embora o Brasil seja o sétimo maior produtor de lixo eletrônico no mundo, ainda falta muito ao país com relação ao descarte correto desses materiais. Os brasileiros produzem uma média de 1,5 mil toneladas de e-lixo por ano e somente 3% dele é coletado da forma correta. O descarte responsável de lixo eletrônico é algo que precisa virar hábito urgentemente.
Além de serem feitos basicamente de plástico, vidro e outros componentes que levam milhares de anos para se decompor, esses aparelhos possuem substâncias químicas como chumbo, mercúrio, cádmio, berílio e vários outros que podem contaminar a água e o solo e causar doenças graves. De acordo com Bidu, a escolha do Parque Municipal para alocar esse equipamento de coleta, logo na entrada, faz parte dessa estratégia, já que recebe milhares de pessoas por dia que, ao se depararem com ele, certamente entenderão a necessidade de uma nova postura.

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Cidade responsável
A possibilidade de trazer ao município esse equipamento começou em novembro de 2017, quando os profissionais da CIT realizavam uma visita técnica a uma faculdade de Sorocaba. “Em busca de mais soluções voltadas a cidades inteligentes utilizadas no Smart Campus e averiguando quais poderiam integrar nosso Plano Diretor de Tecnologia, no qual a CIT planeja os projetos a serem implantados de 2018 a 2020, nos deparamos com o coletor e questionamos a possibilidade de trazê-lo a Barueri”, detalha o coordenador da CIT, Jonatas Randal. Desde então, Barueri propôs à empresa responsável, Green Eletron, gestora de logística reversa para eletrônicos, a cessão do equipamento, bem como a retirada do que for coletado, sem qualquer custo aos cofres públicos. “Em negociação com a empresa conseguimos o coletor, que tinha um valor médio de R$ 8 mil para aquisição, sem qualquer custo para a cidade. Através do termo de cooperação estabelecido, o município tem o dever de ceder o local para a instalação e avisar à empresa quando for atingido o limite de três quartos da capacidade de armazenamento?para que o mesmo proceda a coleta do material recebido, para posterior destinação final ambientalmente adequada.
Todo o gasto com coleta, transporte e destinação também se dão por conta da empresa”, esclarece Jonatas.
Os especialistas ressaltam que a reciclagem dos componentes eletrônicos pode incentivar a economia de até 82% de energia e evitar a emissão de gás carbônico na atmosfera em até 71%. Além da questão ambiental, também é capaz de reinserir esses materiais na produção de novos como matéria-prima sem que seja necessária a extração de mais recursos naturais e a geração de uma nova cadeia de trabalho e negócios.

Quer descartar eletrônicos com responsabilidade?
O descarte é simples e sem qualquer formalidade. Basta levar seus eletrônicos ao coletor alocado dentro do Parque Dom José e inseri-los nas portas correspondentes: há uma para cada tipo de material.

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