Aparecimento de lagos na Antártida preocupa cientistas

Na Antártida, onde está a maior concentração de gelo do mundo, são encontrados lagos que rapidamente drenam para o interior dos glaciares, comprometendo sua estabilidade

Publicado em 25/08/2016

O surgimento de lagos de água azuis na Antártida está a preocupando os cientistas, revela um estudo publicado no início deste mês, que dá conta do aparecimento e rápido crescimento destes lagos que drenam para o interior dos glaciares, colocando assim em risco a sua estabilidade.
A Antártida tem a maior massa de gelo do planeta e onde se tem registado menor degelo, um dos argumentos utilizados pelos mais céticos relativamente ao aquecimento global, mas estes lagos são semelhantes aos que aparecem na Gronelândia, onde o degelo é mais acentuado.
De acordo com os investigadores, estes lagos têm sido a principal razão pela qual a Gronelândia tem derretido tão rapidamente. A água dos lagos, formados na superfície dos glaciares, pode penetrar no interior das massas de gelo, comprometendo a sua estabilidade. O estudo divulgado agora vem trazer um novo dado preocupante: o aparecimento dos lagos e o seu posterior desaparecimento no interior dos glaciares tem-se verificado de forma muito rápida. Um lago pode aparecer e desaparecer em apenas cinco dias.


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Apesar de nunca se ter observado um problema com esta dimensão na Antártida, o continente gelado apanhou um susto em 2002, altura em que um bloco de gelo com mais de 3.250 quilómetros quadrados (maior que o Luxemburgo, como lembra o El País), se desprendeu da península. É precisamente neste local, perto da América do Sul, que se têm registado os maiores aumentos de temperatura dos últimos anos no hemisfério sul.
Jamieson, o líder da equipa que conduziu o estudo, explica que a investigação não pode ainda provar que o gelo na Antártida esteja a ficar enfraquecido, até por ser muito difícil analisar as consequências do degelo no Sul, ao contrário da Gronelândia. No entanto, admite a preocupação com o futuro: Os lagos “provavelmente não são suficientemente grandes para fazer muito no presente, mas se o aquecimento global continuar no futuro, só podemos esperar que o tamanho e o número destes lagos aumente”, disse ao jornal norte-americano.Curta nossa Fanpage no Facebook


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