Colômbia investiga suposto repasse da Odebrecht a Santos

Procurador pede que se apure verba proveniente de subornos pagos pela construtora que teria beneficiado campanha à reeleição

Publicado em 09/02/2017

Procurador pede que se apure verba proveniente de subornos pagos pela construtora que teria beneficiado campanha à reeleição. Presidência nega acusação, classificando-a de “temerária”. O procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, pediu nesta terça-feira (07/02) que se investigue o suposto repasse de 1 milhão de dólares da Odebrecht para campanha de reeleição do presidente Juan Manuel Santos em 2014.
Segundo Martínez, o dinheiro pode ter entrado na campanha de Santos por meio do ex-congressista Otto Bula. Ele foi detido por sua participação no esquema de subornos pagos pela construtora brasileira na Colômbia em troca de contratos de infraestrutura, somando mais de 11 milhões de dólares. Desse montante, Bula teria “tramitado” subornos no valor de 4,6 milhões de dólares, dos quais 1 milhão de dólares teria tido como “beneficiado final a gerência da campanha de Santos de 2014”. Uma comissão de 10% teria sido descontada a favor de terceiros.

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Diretor de campanha rejeita acusação
O então diretor da campanha pela reeleição de Santos, Roberto Prieto, disse não conhecer Bula e classificou suas declarações à procuradoria de “infundadas, tendenciosas e caluniosas”.
“Não deixa de ser tendenciosa essa tentativa de manchar a campanha de 2014, assim como se tentou fazer com a de 2010”, criticou.


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